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SASP empossa nova Diretoria, com palavra de ordem de Luta e defesa da Democracia

O Sindicato dos Advogados de São Paulo, SASP, realizou sua festa de posse de seu novo presidente, Fábio Roberto Gaspar, da Diretoria e Conselhos para o triênio 2019-2021 no dia 27 de novembro, às 19h, na Casa de Portugal, na Avenida da Liberdade, em São Paulo, com o comando do cerimonial a cargo da artista Leona Jhovs e do advogado Magnus Farkatt.
Abrindo a cerimônia, Leona lembrou que o SASP é uma entidade construída, desde o ano de 1957, com a luta e com a coragem  de trabalhadores em defesa da categoria, do exercício livre da advocacia, da Justiça, da democracia e do Estado de Direito, em sua longa trajetória.

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Sasp empossou sua nova diretoria


Magnus lembrou que, poucos anos após sua fundação, o Sindicato acabou na ilegalidade em 1964, com a intervenção sofrida a mando da ditadura militar recém instalada. Essa intervenção impediu totalmente o funcionamento do Sindicato, e de sua Carta Sindical, permanecendo suspensa por décadas. Entre os anos 1980 e 1990 o SASP retomou suas atividades, chegando aos dias de hoje como uma das entidades da advocacia mais atuantes e fortes do país. Nesse período, o SASP soube combinar bem a inserção do Sindicato nesta luta social e a construção de uma entidade de defesa dos interesses e da dignidade do advogado.

 

HOMENAGENS


Sasp empossa 4Durante a cerimônia de posse foram homenageados ex-dirigentes do SASP, cujas atuações na advocacia e na militância sindical mereceram reconhecimento e agradecimento.
O primeiro homenageado foi Antônio Benedetto, advogado militante há mais de 50 anos, especializado em Justiça do Trabalho, Cível, Consultoria e pareceres, tendo Exercido diversos cargos à frente da Executiva do sindicato. O diretor Manoel Fernandes entregou uma placa de reconhecimento ao homenageado.


Em seguida, foi homenageado o desembargador aposentado do TRT-SP José Carlos Arouca, com uma longa trajetória na advocacia trabalhista e na Justiça do Trabalho, além de ser autor de diversos livros sobre sua área jurídica. A diretora do SASP, Ana Lúcia Marchiori entregou a placa de reconhecimento ao Dr. Arouca.


A homenagem prosseguiu com a entrega da placa do SASP, pela diretora Gabriela Araújo, à advogada Mercedes Lima, feminista, militante revolucionária, que deu exemplo de luta a várias gerações, tendo sido fundadora do Coletivo Feminista Classista da Mulher advogada da OAB – São Paulo, sendo uma das mais antigas diretoras do SASP.


Também foi homenageado com a placa de reconhecimento do SASP o advogado Takao Amano, que lutou contra a ditadura - inclusive pegando em armas - foi preso e torturado, sobreviveu, foi exilado por cerca de uma década, e voltou ao país em 1979 com a Anistia, tornando-se advogado e defensor da luta democrática. A placa foi entregue pelo diretor do SASP, Eduardo Piza.


Recebeu também uma homenagem especial o presidente do SASP que conclui seu mandato, Aldimar de Assis, que recebeu a homenagem das mãos do advogado Otávio Pinto.
Em seguida, o diretor Leocir Costa Rosa entregou placa de homenagem a Isabela Sady - in memoriam de João José Sady, ex-presidente do SASP, muito querido por toda uma geração de advogados e advogadas que tiveram o privilégio de conviver com ele, que faleceu há dois anos.

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Foram ainda homenageados os ex-presidentes Valter Uzzo, que recebeu a homenagem das mãos do diretor Marco Aurélio; Ricardo Gebrim, homenageado pelo diretor Thiago Barison; e Carlos Duarte (representado por Karina da Silva), homenageado por Lourdes Buzzoni Tambelli.

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O Presidente da OAB-SP, Marcos da Costa foi convidado a fazer uso da palavra, e em seguida foi iniciada a cerimônia de posse.

 

CARTA DE COMPROMISSO


Durante a cerimônia de posse, vários dos candidatos à presidência da OAB de São Paulo estiveram presentes e foram convidados a comparecer ao palco para assinarem de próprio punho a "Carta de Compromisso" com as causas democráticas e da advocacia.

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POSSE


O diretor Marcus Vinícius Thomaz Seixas procedeu então a transmissão de cargo para o novo presidente, Fábio Roberto Gaspar, que assinou o Termo de Posse, ao lado do presidente que concluiu seu mandato, Aldimar de Assis, ato marcado por forte emoção de ambos e todos os presentes à cerimônia.


O presidente eleito, Fábio Roberto Gaspar passou então a usar da palavra para seu discurso de posse. Vindo da vice-presidência do SASP no último mandato, assume agora a responsabilidade de conduzir o sindicato juntamente com a diretoria eleita para o triênio de 2019-2021.

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Segundo Gaspar, "o SASP foi minha grande escola como cidadão e responsável pela minha formação de advogado; aprendi muitas coisas no Sindicato com esses professores, sobre a relevância dos direitos fundamentais; os direitos sociais; os direitos humanos; a importância da Justiça do Trabalho como instrumento da justiça social, entre tantas outras questões importantes para a própria vida democrática, além da advocacia".


Prosseguindo, Gaspar emocionou-se ao afirmar que o ex-presidente Valter Uzzo "certa vez disse que nós, advogados, somos os filhos prediletos deste povo; somos aqueles que o povo educou para defender os seus direitos!".

 

PLANO DE LUTAS


Com relação às tarefas e lutas do SASP nos próximos anos, Fábio Gaspar adiantou que a entidade vai realizar uma campanha em defesa da Justiça do Trabalho, que acaba de completar 88 anos, e está ameaçada pelo novo governo eleito.

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Gaspar comprometeu-se ainda a continuar as lutas pelos Direitos Humanos - representados pelos direitos das mulheres, do movimento LGBTI e do combate ao racismo entre outros - a democracia (irá criar o Observatório da Democracia).


Lembrou também da luta classista do SASP, "na defesa da advocacia assalariada; contra a terceirização e proletarização de nossa profissão", e do papel do sindicato como protagonista na defesa das prerrogativas dos advogados, seguindo o exemplo do ex-presidente Aldimar Assis, em comunhão com a ABJD - Associação Brasileira Juristas pela Democracia.


Finalizando, Fábio Gaspar afirmou o compromisso de todos os novos diretores do SASP, "por uma sociedade livre, democrática e fraterna, aliás, como sonhavam grandes brasileiros: Luiz Gama; Patrícia Galvão, a Pagu; Chico Mendes; Darcy Ribeiro; Paulo Freire; a saudosa diretora Maria da Penha, que dá nome ao nosso auditório; Marielle Franco... Candeia..... e tantos outros e outras”.


Lembrou as palavras de Valter Uzzo, que certa vez disse que “nós, advogados, somos os filhos prediletos deste povo. Somos aqueles que o povo educou para defender os seus direitos!”. Concluindo, Gaspar bradou: “ A chama não se apagou nem se apagará! Por quê o sonho não acabou, nem se acabará", concluiu sob aplausos”.

 

(Comunicação SASP)

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