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Nova presidente da ABRAT defende a resistência ao desmantelamento da ordem jurídica do estado democrático

IMG-20181122-WA0024A diretora do SASP, Gabriela Araújo, representou o sindicato dos advogados na festa de posse da nova presidência e diretoria da ABRAT – Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas, em Brasília, no dia 1º de dezembro; a advogada Alessandra Camarano conduzirá aquela instituição no mandato 2018-2020.  Gabriela levou a saudação do SASP a todos os novos membros empossados, com grandes perspectivas de parceria e realizações conjuntas entre as duas entidades.


Segundo Gabriela, “o belíssimo e altivo discurso da presidente eleita Alessandra Camarano foi um verdadeiro compromisso com a defesa das instituições democráticas e dos direitos fundamentais”. Estiveram também presentes à posse, a Ministra do TST, Dra. Delaíde Alves Miranda Arantes, o ex-presidente da ABRAT, Roberto Parahyba, Otávio Pinto e Silva, Magnus Farkatt, entre outros.


Alessandra, em seu discurso de posse manifestou sua preocupação com os rumos que serão dados ao país com o novo governo e os últimos sinais de retrocesso político verificado em ações do Judiciário, ressaltando que “instalou-se um período na sociedade brasileira de desrespeito à Constituição Federal, em especial naquilo que ela possui de democrático, naquilo que ela possui de reserva d direitos e garantias contra toda e qualquer forma de exclusão”.


Segundo ela, “essa asfixia democrática atinge toda a seara do direito, não só a trabalhista. Nessa censura jurídica moderna, o direito penal, o direito civil, o direito do trabalho e todas as demais ciências jurídicas, vêm se esfacelando e sendo desumanizadas. E nosso papel  é o de entroncamento de idéias, porque tudo permeia o mundo do trabalho, pois o trabalho é fundamental e possui espaço de notoriedade na ordem jurídica constitucional, e ‘sem o seu trabalho, o homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata’.


Alessandra Camarano concluiu afirmando que as ações da ABRAT deverão ser dirigidas “contra o fascismo, contra a discriminação racial, das mulheres, dos indígenas, dos LGBTs e das minorias; nossas ações deverão ser coordenadas com relações fraternais entre juristas de todos os campos, com suas organizações de classe, empenhadas na defesa e promoção dos direitos humanos e na concretização de melhores e mais efetivas garantias do sistema de proteção”. Ela terminou com um apelo: “Conclamamos à sociedade, às instituições democráticas, às entidades de classe, aos movimentos sociais, que estejamos mobilizados em conjunto para o desenvolvimento de ações que tenham por objetivo a resistência a toda e qualquer forma de desmantelamento da ordem jurídica do estado democrático”.


(Comunicação SASP)

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