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Em Entrevista, Zanin Fala Sobre Triplex, Sítio Em Atibaia E Filme Da Lava Jato

ZaninCristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula na Operação Lava Jato, é o convidado da vez no Justificando Entrevista para um bate papo sobre as acusações movidas contra o político, bem como suas impressões sobre mídia e justiça no tratamento ao caso.

De início, Zanin traz o panorama do mais notório caso envolvendo Lula: o apartamento Triplex, no Guarujá. O ex-presidente foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pois, na visão do magistrado federal Sérgio Moro, teria recebido o apartamento a título de propina para favorecer a construtora OAS em contratos com a Petrobrás. Contudo, aponta Zanin, as conclusões de Moro não tem base nas provas documentais juntadas no caso, bem como nas testemunhais.

Outro tema tratado na entrevista é o caso do Sítio em Atibaia, que repercutiu por muito tempo na mídia em razão do “pedalinho” no lago local comprado por Dona Marisa para os netos. Para Zanin, ficou provado algo no caso que o próprio ex-presidente admite: uma relação de amizade de décadas com o dono do sítio. “Não se pode criminalizar a amizade”, afirmou Zanin.

O advogado ainda tece duras críticas à atuação da mídia, que vem operando como uma aliada da força tarefa da Lava Jato, prejudicando o direito de defesa, bem como a elucidação do caso. “Nós sempre dissemos que existe uma espécie de uma aliança entre um setor da mídia com membros da Operação Lava Jato na medida em que, muitas vezes, nós da defesa sabemos do que está acontecendo no processo depois dos fatos irem para a imprensa. Então, às vezes nós temos dificuldade de ter acesso a determinados documentos e, de uma hora para outra, esse documento aparece na imprensa. Mais do que isso: nós vemos uma tentativa de alguns setores da imprensa de tentar deslegitimar o ex-presidente Lula, tentar macular sua história, sua reputação, como se fizesse parte de um ataque objetivando criar um cenário artificial de culpabilidade”, afirmou.

Um exemplo disso é o recente filme “Polícia Federal – a lei é para todos” em cartaz nos cinemas do Brasil, que conta com investidor secreto, mas traz uma narrativa própria da acusação no caso e com amplo deboche e criminalização da defesa do político.

“Nós verificamos que a base desse filme foram imagens que foram feitas pela Polícia Federal, durante a condução coercitiva do Ex-Presidente Lula. Naquele momento, havia uma decisão que impedia a realização de qualquer imagem. Então, sequer, ao nosso ver, as imagens poderiam existir. Segundo, se as imagens foram feitas, são imagens que dizem respeito ao processo. São imagens que devem ser protegidas pelo Estado, mas o que ocorreu foi que uma empresa privada, cujos financiadores sequer são revelados por quem está fazendo esse filme, teve acesso e mandou os atores fazerem um laboratório, assistirem o filme lá na Polícia Federal. Então, ao nosso ver, a origem desse trabalho é fruto de uma violação da Constituição Federal”, afirmou o advogado sobre o filme em cartaz.

 

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