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Pressão popular começa a derrubar reforma da previdência de DoriaApós pressão dos servidores municipais de São Paulo com greve e mobilizações, a base do prefeito na Câmara Municipal recua diante de manobra proposta para tentar aprovar o Sampaprev São Pau

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São Paulo – A pressão dos servidores municipais de São Paulo contra o Projeto de Lei (PL 621) começa a dar resultados. A matéria, seguindo o exemplo da "reforma" da Previdência capitaneada por Michel Temer, teve votação suspensa hoje (20). Após a tentativa de manobra da base do prefeito João Doria (PSDB), que marcou 21 sessões extraordinárias na Câmara dos vereadores, os servidores compareceram em peso em frente à Casa, o que forçou o governo a recuar.

“A greve dos servidores está encurralando Doria e os vereadores! Todos estão com medo frente à mobilização. Por isso, o Colégio de Líderes da Câmara formalizou hoje que não haverá votação do projeto nesta semana”, disse a vereadora Sâmia Bomfim (Psol). O presidente da Casa, Milton Leite (DEM) havia marcado sessões, inclusive, para a madrugada. “Mas atenção: esse encaminhamento não significa a retirada do PL de tramitação. Pelo contrário, o governo tentará ganhar tempo”, completou.

A avaliação dos servidores é de que Doria perdeu votos em relação ao projeto. Inicialmente, a expectativa era de 40 votos pela aprovação; agora, esse número pode girar em torno de 20. São necessários 28 vereadores para passar a proposta. “O governo fará campanhas publicitárias mentirosas para tentar jogar a população contra os servidores, eles ainda não desistiram do confisco salarial e do corte na aposentadoria. Mas os servidores são mais fortes e têm o apoio da população. A greve vai aumentar”, finalizou Sâmia.

O PL propõe o aumento na alíquota da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para até 14%, podendo chegar a 19%. Além disso, cria um regime de previdência complementar, o Sampaprev. Os trabalhadores ainda temem que o governo tente aprovar um substitutivo, e exigem a retirada imediata do projeto, com seu arquivamento. “Precisamos dar um recado para os vereadores. Não queremos um projeto modificado”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), Sérgio Antiqueira.

 

*RBA

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