III Prêmio Penha Guimarães reúne advogados e integrantes do movimento negro

por | maio 20, 2024 | Geral

Por Marina Azambuja

A homenagem realizada pelo SASP foi direcionada a movimentos sociais e pessoas comprometidas a mudarem a realidade do povo negro  e ao combate ao racismo. 

A Comissão de Igualdade Racial e Verdade sobre a Escravidão (CIRVE) do Sindicato das Advogadas e Advogados do Estado de São Paulo (SASP) realizou nesta quinta-feira (16) o III Prêmio Penha Guimarães em reconhecimento às personalidades e entidades que lutam em defesa da Igualdade Racial no país. 

A cerimônia que ocorreu no auditório do Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, foi conduzida pelos advogados e coordenadores da CIRVE, Jonadabe Laurindo e Sandra Monção, e teve o objetivo de homenagear a Associação Nacional da Advocacia Negra (ANAN), Black Sisters in Law (BSL), Patrícia Anastácio (AASP) e Prof. Claudio Silva (Ouvidor das Polícias de São Paulo). A ANAN foi representada pelos advogados Estevão Silva e Silmara Pereira; o grupo BSL foi representado pela fundadora e advogada Dione Assis.

O evento que lotou o auditório contou com a presença de diversos juristas, sindicalistas e representantes de movimentos sociais, entre eles AASP, CAASP, OAB, COMPIR-GRU, COMPIR-SP, SINCOVERG e SOS Racismo da ALESP.

Durante a abertura do evento o presidente do SASP, Fábio Gaspar, destacou a importância da advogada Maria da Penha Guimarães que se empenhou arduamente pela dignidade dos advogados negros, e o seu papel de destaque na construção do Sindicato e na composição da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil da OAB, além de sua simbologia na advocacia trabalhista.

 

“A Penha foi a fundadora da Marcha Noturna, que é um ato de resistência histórica que ocorre todo ano nas ruas de São Paulo, e ela foi a principal personagem na criação e fundação da Comissão de Combate ao Racismo da OAB de São Paulo. Além disso, a Penha defendeu que fosse criada a Comissão da Diversidade, em defesa das pessoas LGBTQIA+, e tudo isso não pode ficar esquecido.”

 

O presidente do SASP, Fábio Gaspar, foi surpreendido com uma homenagem oferecida pela diretoria em gratidão aos anos de dedicação ao Sindicato e à advocacia assalariada no estado de São Paulo.

Para relembrar os bons momentos da vida de Penha, o SASP convocou os diretores Ana Lúcia Marchiori, Eduardo Piza e a advogada Ana Elisa Lolli.

O diretor do Sindicato, Sinvaldo Firmo fez o encerramento da premiação e também destacou a luta de Penha Guimarães e o forte legado em defesa da igualdade racial que deixou.

O evento contou ainda com declamação de poemas e a música ficou por conta do cantor Alexandre Barão e banda.

 

Prêmio Penha Guimarães 

A premiação carrega o legado e a memória de Maria da Penha Santos Lopes Guimarães, ex-diretora do Sindicato das Advogadas e Advogados do Estado de São Paulo, ex-integrante da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil da OAB, ex-conselheira e ex-presidente da Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios da OAB-SP, ex-integrante da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, Criadora e Impulsionadora da Marcha Noturna pela Igualdade Racial e presença significativa em todas as entidades advocatícias.

 

A primeira edição do prêmio ocorreu em novembro de 2019, no Al Janiah e homenageou a  UNEAFRO e os advogados Maria Sylvia de Oliveira e Sinvaldo José Firmo.

A segunda edição do prêmio foi em maio de 2023 na Câmara Municipal de São Paulo e homenageou o juiz Edinaldo César Santos Júnior, a deputada e sambista Leci Brandão, a Central Única das Favelas (CUFA) e o Movimento Negro Unificado (MNU) representado pelos ativistas Regina Santos e Milton Barbosa.

 

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