Por Marina Azambuja

O 1° de maio é considerado como o Dia Internacional do Trabalhador.

As raízes dessa data têm início durante a I Revolução Industrial iniciada na Inglaterra e que se alastrou por vários países da Europa no século XVIII. Mas foi em 1886 em Chicago que houve o 1° de maio dos trabalhadores devido a uma greve geral, onde operários de um parque industrial paralisaram as fábricas reivindicando melhores condições de trabalho, sendo a principal a redução da jornada, que chegava a 17 horas, para 8 horas diárias, e foram brutalmente reprimidos pela polícia.

No Brasil, em 1924 o 1° de Maio foi instituído como o Dia do Trabalhador graças à luta da classe operária e do movimento sindical em um país que estava se industrializando e negligenciava o bem estar e a dignidade dos trabalhadores. Em 1943 o governo Vargas sofria forte pressão de sindicatos e trabalhadores pela regulamentação das relações de trabalho. Naquele momento histórico o movimento sindical era muito forte e organizado. Pressionado, o governo Vargas acabou por outorgar a Consolidação das Leis Trabalhistas, estabelecendo garantias, como salário mínimo, décimo terceiro, carga horária, direito a férias e descanso remunerado.

Apesar das conquistas dos trabalhadores ainda há muito pelo que lutar. Atualmente governo brasileiro aprovou a reforma da previdência, reforma trabalhista, terceirização e instituiu o contrato verde e amarelo. Essas são medidas que isentam os patrões e fazem com que os brasileiros percam os seus direitos e sejam submetidos a condições degradantes durante o trabalho.

Essas alterações são responsáveis por impactos profundos na economia e na estrutura social, trazendo precarização, desemprego em massa e a fome em boa parte da população.

Por esses motivos, precisamos seguir firmes na luta para impedir que a precarização do trabalho se acentue ainda mais na população brasileira e na América Latina.

O Sindicato das Advogadas e Advogados do Estado de São Paulo sempre esteve ao lado dos trabalhadores e desde sua fundação, em 1952, por meio da organização de uma advocacia trabalhista combativa e propositiva, vem lutando para barrar os retrocessos e garantir que a Constituição Federal seja cumprida, com garantias de dignidade aos trabalhadores, e contra a desregulamentação nas relações de trabalho.

O trabalho digno, com salário justo é, antes de tudo, um direito humano.