Por Marina Azambuja e Pedro Martinez

O Sindicato das Advogadas e Advogados do Estado de São Paulo (SASP) repudia a prisão arbitrária do líder dos entregadores antifascistas na capital paulista, Paulo Roberto da Silva Lima (mais conhecido como Galo), e de sua companheira Géssica.

Galo se apresentou voluntariamente na delegacia para prestar depoimento na investigação a respeito da intervenção realizada na estátua do Borba Gato no último sábado, 24.

Gessica sequer esteve presente na manifestação e os dois são responsáveis por uma filha de três anos.

De forma desleal e ilegal, sem qualquer fundamentação idônea, a Polícia e o Judiciário se aproveitaram da boa vontade de Galo para efetuarem prisão temporária contra ele e Gessica. Essa é a maior excepcional das prisões, é incabível nesse caso e sua inconstitucionalidade é apontada por diversos juristas da área.

Borba Gato e as Bandeiras são símbolos de violência racista e não devem ser homenageados em vias públicas.

O SASP exige a liberdade imediata de Galo e Géssica e que as autoridades responsáveis pela prisão ilegal sejam investigadas de acordo com a Lei de Abuso de Autoridade.