O documentário produzido pelo Museu da Pessoa, e premiado na Mostra Brasil da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, já exibido nos cinemas e disponível no Canal Curta!, intulado “Pessoas – Contar para Viver”, tem como um de seus destaques o advogado e ex-preso político Takao Amano, que atualmente é diretor do SASP – Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo.

Amano, que sobreviveu à prisão e torturas no regime militar e ajudou a derrubar a ditadura, tem trechos de seu depoimento ao Museu da Pessoa aproveitados neste excelente documentário.

Segundo os organizadores da iniciativa, o documentário foi produzido a partir do acervo do Museu da Pessoa, que já acumula mais de 18 mil depoimentos gravados durante os quase 40 anos de sua existência.

Algumas dessas histórias estão destacadas no documentário, que além de Takao, conta com as participações do Velejador Amir Klink, do Educador Paulo Freire, e do líder indígena Kaká Werá.

Conforme explicam os organizadores, “os documentaristas Marcelo Machado, Marco Del Fiol, Pedro Cezar, Tatiane Tofolli e Viviane Ferreira propuseram releituras e recortes autorais a partir das vidas de brasileiros que foram documentadas e integram o acervo do museu”. Para a produtora do documentário, Minom Pinho, “o desafio era: o que motiva um museu para que colecionasse histórias de vida, um museu digital, virtual; e o que essas histórias impactam na nossa forma de olhar para o mundo e olhar para o nosso país. Esse era o primeiro ímpeto de interesse”.

A fundadora e diretora do Museu da Pessoa, Karen Worcnan, avalia que o filme é um grande marco para a instituição. “São cinco documentaristas que mergulharam nesse acervo, cada um escolheu um olhar, cada um escolheu histórias do acervo. Para construir esse olhar, são artistas. É muito importante, porque não adianta você ter um acervo e guardá-lo como um arquivo, essas histórias só fazem sentido se chegarem no público e a linguagem do cinema e desses documentaristas enriqueceu muito o olhar que a gente pode ter para um pedaço desse acervo”.

“Para o Sindicato dos Advogados, um orgulho ver a história de Takao Amano ser destacada em um documentário dessa importância”, diz seu presidente, Fábio Gaspar.  Nos chamados ‘anos de chumbo”, Takao ainda muito jovem, integrou o Partido Comunista Brasileiro e a Aliança Libertadora Nacional (ALN), participou da resistência armada à ditadura, e acabou preso e torturado no DEOPS. Após dois anos de prisão e torturas, exilou-se no Chile, em Cuba e na ex-União Soviética, até retornar ao Brasil em 1979, com a Lei da Anistia. Desde então têm se dedicado à advocacia e à luta democrática.

(Comunicação SASP, com informações da Agência Brasil e Canal Curta!)