Por Ouvidoria da Polícia de São Paulo

O ouvidor da polícia de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, foi o mediador de um encontro entre representantes da OAB-SP e outras entidades de advogados, a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo com objetivo de garantir o direito à livre manifestação. Há protestos marcados para o próximo domingo (7 de junho) e há risco de novos confrontos, como ocorreram no fim de semana passado na avenida Paulista.
No encontro, o coronel Álvaro Batista Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar, convidou as entidades a acompanharem as manifestações de dentro da sala de crise da PM, onde será feito o monitoramento em tempo real dos protestos por meio de câmeras de vigilância, drones e imagens captadas por dois helicópteros. O próprio ouvidor se dispôs a fazer esse acompanhamento pessoalmente, e terá a companhia de advogados indicados pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo)
Outra resolução do encontro foi a elaboração, e distribuição para os organizadores e manifestantes, de um manual de procedimentos para a garantia de segurança de todos os participantes dos protestos. O manual será elaborado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e discutido também com a Secretaria de Segurança Pública e as polícias com intermediação da Ouvidoria.
O ouvidor propôs ainda a criação de uma Câmara Técnica na Ouvidoria, com a participação da OAB-SP e das polícias Militar e Civil, para a discussão com a sociedade as formas de atuação das forças de segurança em manifestações de movimentos sociais. A proposta de instalação da Câmara Técnica será formalizada nos próximos dias.
Além do ouvidor e do secretário-executivo da Polícia Militar participaram do encontro na sede da Ouvidoria o coronel Leandro Gomes, diretor de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PM; Ricardo Toledo, vice-presidente da OAB-SP; Ana Amélia Mascarenhas, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP; Fábio Gaspar, presidente do Sindicato dos Advogados; Arnóbio Rocha, coordenador do núcleo de ações emergenciais e direitos ameaçados da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP; André Lozano, coordenador do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais); e Ana Claudia Carvalho, defensora pública e assessora especial do gabinete do secretário de Segurança Pública.