Para deputados e senadores da oposição, proposta aprovada na noite de hoje (10) funcionou “como um meio de pagar a conta do golpe”, ameaça o SUS e colabora com a morte de brasileiros

São Paulo – Nas redes sociais, parlamentares da oposição contrários à PEC 241 manifestaram indignação após a aprovação da proposta na noite de hoje (10), na Câmara dos Deputados. “O jantar de 100 mil reais oferecido pelo presidente golpista Michel Temer aos 300 picaretas funcionou”, afirmou o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), em referência ao jantar no Palácio da Alvorada, na noite de ontem, para o qual Temer convidou deputados da base aliada.

perc morte

Logo após a votação, Wyllys destacou em vídeo postado no Facebook que o público presente nas galerias da Câmara gritavam “assassinos” para os deputados que votaram a favor da PEC. “De certa forma essas pessoas têm razão. Alguém que aprova uma PEC dessa, em última instância, está colaborando com a morte de brasileiros e brasileiras que terão seu direito a saúde afetado”, acrescentou.

No Twitter, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que a “aprovação da PEC do fim do mundo do Temer joga o Brasil num abismo por 20 anos e condena nossa população em nome dos banqueiros e dos mercados”. “Essa PEC é um esquema para enriquecer ainda mais o sistema financeiro, funcionando como mais um meio de pagar a conta do golpe”, escreveu ainda.

No Facebook, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse ser “lamentável e preocupante ver os deputados aprovando, por 366 votos a 111, a PEC do Fim do Mundo, a PEC 241, que congela pelos próximos 20 anos os investimentos sociais, em saúde, educação, previdência e outras áreas”. Para o parlamentar paulista, “num momento em que cada vez mais a população procura o serviço público, a Câmara decidiu que o corte de gastos deve começar pelas questões mais fundamentais: saúde e educação”.

A aprovação, em primeiro turno, da proposta de Temer, ameaça o Sistema Único de Saúde, alerta. “Com a queda na qualidade de serviço, será aberta uma avenida para o serviço privado faturar com aquilo que hoje ainda é um direito da população, mas se depender do governo Temer, logo, logo passará a ser um privilégio. O mesmo vale para a educação.” Teixeira diz ainda que, se a emenda vigorar, estará aberto “um abismo entre os que podem pagar pelos serviços e os que não podem”.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, prometeu: “Amanhã vamos todos para a Paulista contra a PEC que congela o investimento publico por 20 anos, em defesa da educação!”

Em seu perfil no Facebook, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) avaliou que a PEC 241 representa “uma tragédia sobre os direitos do povo brasileiro”. “Serão cortados investimentos na saúde, na educação, o congelamento do salário do funcionalismo público e o fim de ganhos reais do salário mínimo”.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) protestou no Facebook, dizendo que os parlamentares que aprovaram o texto são “canalhas”. “Um governo golpista, covarde e que tem como missão implementar reformas neoliberais na marra, sem passar pelas urnas. Aumenta os gastos com propaganda do governo, gasta com banquetes para a base parlamentar, mantém os ganhos dos rentistas e ataca os direitos do povo”, escreveu o senador.

 

 

*RBA