Mulher no DH OAB-SPA diretoria do SASP entregou ao novo presidente da OAB/SP, Caio Augusto, o Manifesto pela nomeação de uma mulher na Comissão de Direitos Humanos da OAB. As mulheres querem vez e voz na OAB.

Participaram do ato de entrega o presidente do SASP, Fábio Gaspar e a diretora Ana Lúcia Marchiori.

Segundo informações do sindicato, foi entregue uma petição intitulada “Uma Mulher na Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, em apoio à indicação da advogada Ana Amélia Mascarenhas Camargos, doutora em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP.

O MANIFESTO

Veja algumas das declarações constantes do Manifesto entregue à OAB-SP:

“A Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita após a derrota do nazismo na Segunda Guerra, proclama a universalidade da humanidade após o holocausto nazista se tornar público.
É uma conquista de todos, uma vez que declara serem todos os habitantes do planeta não apenas sujeitos de direitos, mas pertencentes à mesma espécie: independente de ideologia, crença religiosa, etnia, gênero, todos compartilhamos o fato de ser parte da humanidade.

Práticas como a escravidão e ‘limpezas étnicas’ não são apenas crimes, mas atentados contra os valores fundamentais de toda a humanidade.

Muito se fala em retirada de direitos, como o direito de se manifestar livremente, o cerceamento do direito de defesa, da presunção de inocência, com incitação ao ódio: por isso, temos que ter, à frente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, alguém com coragem de dizer que ser contra esses direitos é, na verdade, ser contra a humanidade.

No Brasil, o que se vê é a negação dos direitos humanos em todas as frentes em que voltamos nossas atenções. Nosso sistema de justiça ruiu em um encarceramento em massa, ruiu quando a relação trabalho/capital perdeu sua proteção pública, jogando a uma marginalidade jurídica milhões de trabalhadores e trabalhadoras”, afirma o manifesto.

 

(Comunicação do SASP)