O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou uma ação penal contra o coronel do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o delegado de polícia, Dirceu Gravina, nesta terça-feira, 24. Os dois são acusados pelos procuradores da República pelo crime de sequestro qualificado do ativista político da Vanguarda Popular Revolucionária, Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, em 1971. Eles podem ser condenados até oito anos de prisão. À época o coronel Ustra, comandava o DOI-Codi paulista, um dos principais centros de tortura do país, e Gravina, que hoje é delegado de polícia em Presidente Prudente, interior de São Paulo, era um dos torturadores de sua equipe. Segundo testemunhas, Aluízio Palhano foi brutalmente torturado por Gravina sob o comando de Ustra. O ativista engrossa a lista de desaparecidos políticos da ditadura militar. Reportagem Lúcia Rodrigues.

Ouça a matéria: