A desembargadora Rilma Aparecida Heleutério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo), deferiu liminar ingressada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e suspendeu, na quinta, dia 6 de dezembro, todas as demissões sem justa causa feitas pelo Santander nesta semana. De acordo com a juíza, todas as dispensas que ainda não foram homologadas estão suspensas. As já homologadas, serão discutidas.
Caso a direção do Santander desobedeça a liminar que proíbe as demissões, o banco pagará multa diária de R$ 100 mil. “Vocês são uma instituição europeia e foram acolhidos no Brasil. Têm de respeitar os brasileiros como respeitam os espanhóis”, afirmou a desembargadora, lembrando que os trabalhadores da Comunidade Europeia contam com leis de proteção ao emprego que não existem no Brasil. “Mas o trabalho é uma questão social e tem de ser olhado dessa forma.”
A desembargadora destacou, ainda, a boa situação do banco. “Todos os rankings de consultorias indicam que não há crise no Santander. Ou seja, não precisa demitir.” A audiência, provocada por ação conciliatória ingressada pelo Sindicato na quarta-feira 5, ainda está em andamento. Leia mais em breve.
Mobilização e apoio
Uma série de protestos foram realizados nesta semana para denunciar as demissões. Foram paralisadas dezenas de agências na terça-feira 4 e o Centro Administrativo Santander (Casa 3) na quarta-feira. No Casa 3, concentração que reúne cerca de 1.200 funcionários, pelo menos 200 foram dispensados, segundo levantamento feito por dirigentes sindicais. Nesta quinta-feira a paralisação foi na principal avenida de São Paulo, a Avenida Paulista.
A FEM-CUT/SP parabeniza a luta dos bancários do Santander e o resultado da decisão liminar das Justiça, que assegurou a proteção aos empregos dos trabalhadores.

FEM com informações do Sindciato dos Bancários de São Paulo